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sexta-feira, 12 de julho de 2013

O LIDER CENTRALIZADOR

Lider centralizador


 


Decorridos mais de 6 meses dos atuais administradores municipais, já podemos traçar um perfil de suas personalidades sem nenhum receio de errar. Temos vários tipos de lider, mas o centralizador é o que mais nos preocupa, em razão dos resultados que serão obtidos.


Não se trata de nenhum recado direto a ninguém, mas uma sutil observação de quem tem por hábito observar os defeitos e qualidades das pessoas e empresas, para no momento de  se manifestar, ter em mãos os elementos necessários de comprovação de suas convicções. Segundo “Altair Germano”, assim temos definido o Lider Centralizador:


O líder centralizador não faz com excelência, nem permite que outros façam.

O líder centralizador é um atraso para o crescimento e desenvolvimento de qualquer obra.

O líder centralizador é um castrador de ideias.

O líder centralizador é um amante de títulos, cargos e posições.

O líder centralizador acha que ninguém faz melhor do que ele.

O líder centralizador pensa ser mais capaz do que todos os demais cooperadores.

O líder centralizador não consegue enxergar o talento alheio.

O líder centralizador tem medo que os outros façam melhor do que ele.

O líder centralizador tem receio de perder a autoridade ao delegar.

O líder centralizador tem um pouco de imperialista, totalitarista e ditador.

O líder centralizador se mantém no cargo na base da compra, da ameaça, do favorecimento e dos conchavos políticos com outros líderes centralizadores.

O líder centralizador finge escutar, mas no fim a opinião que prevalece é sempre a dele.

O líder centralizador é um promotor narcisista de sua própria imagem.

O líder centralizador se coloca acima da própria instituição.

O líder centralizador pode em alguns casos até ser uma boa pessoa, mas é um péssimo administrador.

O líder centralizador pode ter conhecimento, mas lhe falta sabedoria.

O líder centralizador perde tempo e energia em tarefas pequenas, secundárias e sem muita importância, quando poderia estar envolvido em questões de maior relevância e prioritárias.

O líder centralizador delega tarefas, para depois agir paralelamente, desmerecendo o esforço e a habilidade alheia.

O líder centralizador pode não ter consciência de sua própria condição.

O líder centralizador sacrifica a família.

O líder centralizador se desgasta e desgasta os outros.

O líder centralizador tem vida curta ou de baixa qualidade.


Na grande maioria dos casos, ai  está a resposta dos absurdos e fracassos.


Mude enquanto é tempo



O LIDER CENTRALIZADOR

segunda-feira, 24 de junho de 2013

É PRECISO MOBILIZAR-SE

injustiça


 


As manifestações das ruas ocorridas em todo o país nos últimos dias, têm levado um claro recado aos políticos e governantes, sobre a insatisfação da população, com relação ao seu desempenho e com o resultado do serviço oferecido.



Após tantas injustiças, a classe radiodifusora deveria fazer o mesmo. Já vai longe a época em que o extinto DENTEL, comandado por militares que possuíam uma visão distorcida da classe, encaravam os radiodifusores  como se fossem todos bandidos, arruaceiros, que tinham por princípio a não execução de qualquer serviço de telecomunicação, massim o descumprimento de toda e qualquer legislação. Todos os problemas, fossem técnicos ou jurídicos eram decorrentes da vontade do radiodifusor. Hoje, decorridas algumas décadas, pensa que a situação mudou? Continua ainda pior. O Ministério das Comunicações juntamente com a Anatel, insistem em não ouvir a classe, autuam, multam, lacram e aplicam multas monstruosas, sem nenhum critério lógico que possa justificar tamanha bestialidade. Tratam o radiodifusor com a mesma arma com que tratam as empresas de telefonia móvel, sem levar em consideração o abismo entre a arrecadação de um e de outro. Gasta-se um rio de dinheiro público para o estudo do Plano nacional de Outotorgas das Rádios Comunitárias, mas se esqueceram de treinar seus despreparados e incompetentes funcionários. Por sua vez, os interessados gastam tempo e dinheiro para o cumprimento das exigências legais e são barrados nos errôneos e descabidos “entendimentos” deste ou daquele servidor que ultimamente estão se sentindo verdadeiros “deuses”. A Lei proíbe a vinculação de uma entidade com outra, que possa sujeitá-la a administração, ao domínio, ao comando ou a orientação de qualquer outra entidade mediante compromissos ou relações  financeiras, religiosas, familiares, político-partidárias ou comerciais. Entretanto, basta que a Associação pretendente possua parentes na direção da entidade para que os “deuses” da interpretação jurídica já indefiram os pedidos alegando esta irregularidade. Não sabem sequer interpretar uma norma e o pior de tudo, é que contam com a conivência e conseqüentemente com a incompetência dos seus superiores que atestam legalidade às suas interpretações descabidas, inclusive o Ministro que nada faz. A Lei 9.612/98, o Decreto 2.615/98 e a Norma Técnica 01/2001, deixam evidente que a necessidade das famigeradas “cartas de apoio”, servem somente para medir a aceitação e o gráu de comprometimento entre duas associações pretendentes junto à comunidade em que está inserida, ou seja, caso mais de uma entidade seja pretendente em uma localidade e não exista a possibilidade de compartilhamento entre ambas, o Ministério das Comunicações, através do numero de cartas de apoio apresentadas, poderá decidir qual a entidade que melhor representa a comunidade. Mas não é este o entendimento dos “deuses” da interpretação no Ministério das Comunicações. Para as localidades onde existam apenas uma entidade interessada, onde o numero de habitantes não chega a cinco mil pessoas,  e as mesmas não tenham enviado “cartas de apoio”, seus pedidos estão sendo indeferidos. Estão confundindo também “finalidade lucrativa” com atividade comercial”. Se uma Associação pretendente não puder ter atividade comercial ( note que não é finalidade lucrativa) ela não pode emitir um recibo ou uma nota de apoio cultural. O Código Civil vigente é claro ao definir estas situações, mas os “deuses” da interpretação da norma do Ministério das Comunicações não entendem assim. Vão na contramão da Lei e da lógica, e quem quiser que discuta judicialmente com eles. Ai é que está o problema. Qualquer ação judicial a ser proposta, terá que ser em Brasília, domicílio do réu que é a União. Isto inviabiliza a defesa dos interesses dos interessados em uma emissora de Rádio Comunitária, em razão da distância e dos custos. Resta então, o apelo às entidades que representam a categoria, para que se mobilizem, façam uma ação conjunta pois daí os custos seriam pulverizados. Vão para as ruas e mostrem que quem paga as salgadas multas e consequentemente os salários dos “deuses” da interpretação, são vocês. Defendam seus direitos, pois se dependerem de qualquer inciaitiva governamental, é melhor sentar.



É PRECISO MOBILIZAR-SE

quarta-feira, 29 de maio de 2013

FOCO: UMA PALAVRA COM VÁRIOS RESULTADOS

Foco na Gestão


 


Recentemente vi em um programa político, a expressão “Foco na Gestão”.  Até os políticos já descobriram sua eficácia, mas muitos empresários teimam em desconsiderar esta eficiente ferramenta.


Em 2010 fui convidado a ser o operador de uma mudança radical numa empresa que ainda não havia decidido o que queria ser, se uma oficina de fundo de quintal ou se uma grande fabricante de máquinas agrícolas. O entusiasmo do empresário era grande, muitos colaboradores estavam eufóricos com as novas perspectivas, e claro, de cima do muro, a turma do Corvo apenas aguardava os acontecimentos. Foram alguns meses de levantamentos, estudos e elaboração de metodologias, mas tudo esbarrava no tal do “Foco”. A empresa não se decidia sobre o que queria ser. Num momento queria ser uma grande fabricante de equipamentos, assumia compromissos mas não investia em máquinas, em tecnologias de controle, treinamentos e tantas outras necessidades. Num segundo momento, para não deixar o cliente na mão, era preciso mudar o “Foco”, parar toda a fábrica para atender ao cliente, reformar ou consertar sua máquina. E assim passaram-se os meses. O Almoxarifado era um caos, o departamento de compras não funcionava, as peças para fabricação de máquinas não tinham padronização, cada operador produzia um tipo diferente de peça que ao final não se encaixava em coisa alguma ou lugar nenhum, não havia desenhos técnicos embora esta tivesse sido nossa primeira recomendação e pior de tudo, ninguém era responsável por nada. O Mérito era do empresário, os erros de todos os funcionários indistintamente. Para chamar a sua atenção para a necessidade de adotar decisões e posturas que levassem a empresa a obter a sua identidade através do “Foco na Gestão”, demos um cheque mate no empresário que precisaria decidir sobre o que queria ser. Decorrido o prazo concedido, retiramos nosso time de campo e partimos para outros desafios onde tivéssemos uma visão de horizonte a médio prazo, onde estamos até hoje atendendo à diversos segmentos do setor produtivo. A empresa? Ah! A empresa continua sem “foco na gestão”, fingindo ser uma empresa sólida, mas que até hoje, decorridos mais de 3 anos, ainda não se decidiu se quer ser uma fábrica, pois continua uma oficina de fundo de quintal. Foco na Gestão, pense nisto.



FOCO: UMA PALAVRA COM VÁRIOS RESULTADOS

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PARCERIA ADENCON CONSULTORIA E PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO INÁCIO-PR

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Os municípios têm até o mês de Julho do corrente ano para apresentarem o Projeto de Monitoramento e adequação aos resíduos sólidos a que se refere a Lei 12.305/10. Quem não o fizer sofrerá sanções como redução no repasse de verbas estaduais e federais.


Dentre outros contratos firmados desde o início do ano, a  Adencon Consultoria está fechando neste mês de Maio uma importante parceria com o município de Santo Inácio no vizinho estado do Paraná. Esta parceria só está sendo possível graças à visão administrativa do Prefeito Waldir Turcato e do seu chefe de Gabinete Leonardo Ikuno Rebolho, que são pessoas que não medem esforços no sentido de enquadrar e buscar aquilo que for melhor para a municipalidade. Nesta sexta feira dia 17 de Maio, grande parte dos prefeitos estarão em Curitiba em reunião inclusive com o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo, mas na segunda feira já estarão de volta ao batente. Dentre alguns dos trabalhos que serão desenvolvidos pela Adencon Consultoria, está a elaboração do projeto de monitoramento e adequação aos resíduos sólidos (Lei 12.305/10), uma vez que após o mês de Julho de 2013, tanto o governo Federal como o governo Estadual, poderão restringir o repasse de verbas aos municípios que não apresentarem o projeto. Trata-se de um projeto muito amplo, pois envolve a parte teórica e a parte prática, merecendo inclusive em alguns casos, a necessidade de consórcios entre os municípios com menor capacidade de destinação aos resíduos sólidos. Santo Inácio está saindo na frente nesta corrida rumo aos cuidados com o meio ambiente e consequentemente o bem estar de toda a sua população, frente a um projeto que beneficiará a todos os munícipes.  Outros projetos como treinamento dos envolvidos, abertura e encerramento de lixões, aterros sanitários, liberação de recursos junto ao governo estadual e federal para a implantação de benefícios neste segmento, serão objeto de estudos ao longo da implantação do projeto.



PARCERIA ADENCON CONSULTORIA E PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTO INÁCIO-PR

segunda-feira, 6 de maio de 2013

PUBLICADO NOVO EDITAL DE RÁDIO COMUNITÁRIA

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O Ministério das Comunicações publicou hoje dia 6 de Maio de 2013, o Edital de Habilitação n.º  5 datado de 3 de Maio. Os municípios beneficiados, todos do estado de Minas Gerais foram:



Água Comprida, Alagoa, Albertina, Antônio Prado de Minas, Araçaí, Aracitaba, Arantina, Arapuá, Argirita, Belmiro Braga, Campanário, Campo Azul, Caranaíba, Casa Grande, Chiador, Conceição das Pedras, Consolação, Coronel Pacheco, Córrego do Bom Jesus, Córrego Novo, Doresópolis, Estrela Dalva, Ewbank da Câmara, Fernandes Tourinho, Fortuna de Minas, Frei Lagonegro, Grupiara, Ibituruna, Ingaí, Itambé do Mato Dentro, Marmelópolis, Monjolos, Morro do Pilar, Nacip Raydan, Olímpio Noronha, Onça de Pitangui, Passabém, Pedra do Anta, Pedro Teixeira, Piau, Quartel Geral, Queluzito, Santa Rita de Ibitipoca, Santana do Garambéu, Santo Antônio do Rio Abaixo, São João da Mata, São José do Mantimento, São Sebastião do Rio Preto, São Sebastião do Rio Verde, Senhora do Porto, Serra da Saudade, Silveirânia, Simão Pereira, Taparuba, Tapiraí, Umburatiba, Vargem Bonita, Veríssimo, Vieiras e Wenceslau Braz.


Muito cuidado e muita atenção na preparação da documentação, pois os servidores do Ministério das Comunicações juntamente com os seus superiores estão se achando os guardiões das normas aqui no planeta Terra e jamais se viu tanta bizarrice jurídica e fetiche normativo num só lugar. Aos nossos clientes,  vamos a luta e aos demais interessados boa sorte e se precisarem de ajuda estamos ao vosso inteiro dispor.



PUBLICADO NOVO EDITAL DE RÁDIO COMUNITÁRIA

sábado, 27 de abril de 2013

OS DESAFIOS DA MOTIVAÇÃO

Incrivel motivação


 


Os constantes estudos e exemplos pelos quais a Adencon Consultoria tem mantido contato, revelam que a  motivação é fator primordial para o desenvolvimento pessoal e empresaria, e descobrir as ferramentas certas para os momentos certos é o desafio da grande maioria das empresas, uma vez que nem todos os problemas e muito menos as pessoas são iguais, e para cada tipo de situação uma medida deve ser calculada criteriosamente para alcançar seus objetivos.


Muitas vezes, a desmotivação acontece pela falta de transparência nas informações dentro das empresas, pela falta de desafios e principalmente pela falta de critérios de avaliação de desempenho. Reconhecer apenas o puxa-saco em detrimento dos demais que se desdobraram para alcançar objetivos é fator desmotivador. A grande questão é identificar quando o funcionário está começando a se desmotivar para facilitar a mudança da situação o quanto antes. Outra saída é fazer planos de avaliação de desempenho e planos de cargos e salários com regras e competências bem definidas. O empreendedor deve evitar o clima de incerteza. Não estar ciente dos planos e objetivos da empresa é um fator primordial para a desmotivação e desmobilização, além do fato de a dúvida gerar, naturalmente, fantasias que, na maioria das vezes, são vistas muito mais para o lado negativo do que para o lado positivo. Para o consultor de gestão de pessoas Eduardo Ferraz, “as pequenas e médias empresas têm um diferencial importante com relação às grandes, quando o objetivo é incentivar os funcionários. Apesar de geralmente elas não terem recursos para pagar bônus e prêmios por desempenho, a proximidade com os funcionários é uma vantagem. O próprio dono da empresa pode ser a maior fonte de inspiração para seus funcionários. Esse é um diferencial importante porque, nas grandes empresas, dificilmente o funcionário terá acesso direto aos diretores. Da mesma forma, se faltam recursos para aumento de salário, as pequenas e médias empresas podem colocar suas fichas em outras estratégias que tendem a conquistar a simpatia dos funcionários. Oferecer flexibilidade de horário, permitir que o funcionário saia mais cedo para fazer um curso, por exemplo”, ensina Ferraz.


Motive sua equipe!


1. Procure manter os líderes sempre bem perto dos colaboradores. O próprio dono da empresa pode dar palestras para orientar funcionários, contando a sua experiência.


2. Desafie a equipe com metas e novos projetos. Tenha certeza, porém, de que os desafios são possíveis de ser alcançados.


3. Faça pesquisas de clima organizacional e busque feedbacks constantes. Dessa forma, fatores que possam causar desmotivação serão descobertos logo e poderão ser combatidos.


4. Dê ao colaborador uma perspectiva de crescimento na empresa, criando planos de carreira e salários transparentes.


5. Ofereça flexibilidade de horário aos funcionários. Esse é um diferencial difícil de ser encontrado em empresas maiores, o que vai fazer com o colaborador valorize a oportunidade.


6. Sempre termine uma crítica com demonstração de confiança.


 


O problema é que muitos gerentes de pessoal, ou mesmo donos de empresas, tratam isso como um ato que parte só de um dos lados. Para o funcionário motivar-se, é obrigatório que a empresa em que ele trabalhe o faça se sentir motivado. Porque ser um funcionário motivado não é ele “vestir a camisa” na empresa, e quando sair não pensar no próximo dia.  A motivação de um funcionário, deve ser tratada como uma troca constante. Se é uma pessoa que tem ambições financeiras, a empresa deve lhe proporcionar um plano de crescimento. Caso a empresa não tenha algo nos moldes desejado pelo funcionário, ele entenderá que esta pode até não ser a empresa em que ele trabalhará por toda a vida. Entretanto, se ele não viver o presente numa pequena empresa, dedicando-se a ela, não será em outra que ele terá essa oportunidade. Até porque se ele quiser crescer na vida, o seu passado será pesquisado ao causar interesse em uma grande empresa. Se ele, por exemplo, quer ser diretor ou presidente de uma grande empresa deve saber que contará para ele como ele ajudou e alavancou aquela pequena empresa. Há também o caso de funcionários que não têm perspectivas extraordinárias, porque preferem uma vida simples a se matarem por algo que não vislumbram, preocupam-se mais com a felicidade no presente, ou como criar seus filhos. Seja esse uma secretária, faxineira ou pessoa hierarquicamente menos “importante” nas decisões estratégicas, ela faz parte da empresa e deve ser tratada como um alicerce. O funcionário saber disso o motivará a exercer seu papel também importante com amor e dedicação. A transparência é fundamental para o sucesso de todos.



OS DESAFIOS DA MOTIVAÇÃO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O CORVO

Este texto foi escrito ha mais de dois anos, mas nunca esteve tão atual. Nele tratamos de fazer um comparativo entre o comportamento da ave e das pessoas para ilustrarmos o pessimismo que habita não só os subordinados, mas também aos chefes, que acabam por contaminar toda a empresa.


Na mitologia, os corvos são vistos geralmente como portadores de maus presságios, devido à sua plumagem negra e hábitos de comer animais mortos. Entretanto são providos de uma inteligência incomum. Sua inteligência fez com que eles desenvolvessem hábitos alimentares diversos, inclsive o de comer sementes difíceis de abrir para outras aves. Eles colocam estas sementes no bico e sobem a uma altura razoável e lá de cima soltam a semente que se espatifa no chão. A exemplo do seu parente próximo, o Urubu, o Corvo não pode ver um animal agonizante que ja pousa ao seu lado e fica aguardando a sua morte para banquetear-se.


Infelizmente no meio dos humanos também estamos cercados de corvos. Eles são inteligentes aves de mau agouro. Cruzam os braços e ficam torcendo contra. Quando menos se espera, no meio de um furacão lá estão eles para dar palpite errado e criticar aquilo que foi feito enquanto se encontravam de braços cruzados. Isso quando não vem de fora para dar palpites. A personalidade do corvo faz com que eles sempre  coloquem um empecilho no meio do caminho. Não vislumbram um futuro bom. Tem medo exacerbado. Encara tudo pelo lado negativo e é incapaz de enxergar algo de bom nas situações. Se você não tem um amigo ou colega de trabalho assim, certamente já ouviu falar no perfil pessimista, que habita alguns ambientes de trabalho.


Se é fácil encontrá-lo, difícil é saber lidar com ele. Mas, antes de falar sobre relacionamentos, é preciso entender um pouco mais do comportamento. Você sabe como ele se origina?


De acordo com a psicoterapeuta Clarice Barbosa, o pessimista pode surgir de uma situação que a empresa está vivendo. “Pode ser em uma transição/mudança, em que os funcionários não sabem o que vai acontecer e isso faz com que fiquem inseguros”. O resultado é o pessimismo em relação a qualquer atitude a ser tomada. O pessimismo ainda pode acompanhar a filosofia da empresa, que simplesmente não incentiva os profissionais, não pede para que criem, critica as atitudes tomadas e que não foram iniciativa deste ou daquele protegido e isso acaba gerando insegurança quanto ao futuro, que novamente leva ao pessimismo. Neste  caso o pessimismo pode ser passageiro, uma vez que decorre de uma situação momentânea que o profissional está vivendo. Mas existe um tipo de pessimismo que acompanha o profissional. O pessimista nato.


Além dos aspectos externos, que levam ao pessimismo, existem os internos. Normalmente, existem pessoas no ambiente de trabalho que levam consigo a característica e, por pior que pareça, essa pessoa pode ser o líder. “A tendência do ser humano é focar no que não deu certo. Oitenta por cento das pessoas têm foco maior no que é negativo”, explicou Clarice. As pessoas pessimistas normalmente agem dessa maneira devido à sua história de vida. Elas carregam crenças limitantes, como o complexo de inferioridade e o julgamento de que são incapazes de fazer algo diferente e positivo. E ela encontrará diversas desculpas, sem perceber, para justificar a visão negativa.


A principal orientação de Clarice quando se deparar com algum pessimista na vida profissional é não alimentar a percepção. Simplesmente mude de assunto e siga em frente com seus projetos, sem se deixar abater.


Normalmente, o pessimista precisa de um toque, pois é difícil que saiba que está tomando essa atitude. Agora, quando é um grupo que está sendo contaminado, fica ainda mais difícil de identificar o problema, pois todos estão “entrando na onda”. Aí, será preciso alguém de fora para perceber. Porém, se for uma pessoa isolada, ela tende a ficar isolada e deprimida. Afinal, ninguém quer conviver com alguém pessimista o tempo todo, que acredita que o futuro não é positivo e que os projetos não darão certo. Além de prejudicar seus relacionamentos, a pessoa afeta diretamente a sua vida profissional, pois tende a falar sozinha.


“O pessimista não tem uma projeção de futuro e um hábito de encontrar saídas para os problemas. Ele vai patinar na carreira, e não dar um salto. Fica na zona de conforto, onde não tem desafios”, afirmou.


Uma pesquisa norte americana comprovou que os pessimistas infelizmente estão se tornando maioria nas empresas. Dentre as perguntas que foram feitas durante a pesquisa, em uma delas, 76% dos entrevistados ficariam satisfeitos em ganhar um salário menor, desde que o seu chefe ou determinado companheiro ganhasse menos do que ele. É o cúmulo do absurdo. Além de pessimismo e incompetência,  algumas empresas incentivam  o desenvolvimento da inveja entre seus funcionários.


Da mesma maneira que ser pessimista demais pode atrapalhar o trabalho, ser otimista ao extremo também pode ser prejudicial. A pessoa só vê o lado bom das situações e, desta forma, acaba por fugir da realidade, de acordo com Clarice, “O bom é buscar o equilíbrio”, finalizou.


Texto e pesquisa  de Ivan Alves



O CORVO