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terça-feira, 16 de abril de 2013

OS PIORES TIPOS DE CHEFES

Pior tipo de chefe


 


A Adencon Consultoria, através de sua experiência e dos relatos conseguidos através dos tempos, traz no presente artigo os dez piores tipos de chefes. Identificá-lo para poder trabalhar suas carências é a melhor forma de dar direcionamento à sua equipe na busca de resultados.



O chefe ou um superior hierárquico, é uma pessoa como qualquer outra que por razões de competência, laços familiares ou mesmo longa convivência no trabalho, acabou alcançando ou colocado no posto. Entretanto, todos eles possuem suas fraquezas e quando não trabalhadas adequadamente também pelos seus superiores, permitem que os seus subordinados tomem conhecimento mais dos seus defeitos do que de suas qualidades, chegando em alguns casos a virar motivos de chacotas. Em muitas empresas, o parente é defendido no cargo com unhas e dentes pela diretoria, sem levar em consideração os resultados que estão sendo obtidos. Nesses casos a falha é sempre dos demais funcionários, nunca do chefe. É preciso estar atento em todos os níveis para esses acontecimentos pois todos terão muito a perder. Relacionamos a seguir os 10 piores tipos de chefes e em época oportuna daremos outras dicas . Qualquer semelhança com o seu emprego ou a sua empresa, é uma mera coincidência.


1. O “Elo mais Fraco”.  Pior que um chefe agressivo é aquele que, não tendo confiança em si, direciona as suas inseguranças contra os outros. Não são, de forma alguma, más pessoas, apenas muito inseguras e por isso temem qualquer eventual ameaça ou confronto direto. Este tipo de chefe não lida bem com pessoas ambiciosas e tem sérias dificuldades em marcar uma posição entre os seus subordinados.


2. O “Militar”. Regras, normas, códigos de conduta. Para este tipo de chefe a vida no escritório seria facilmente confundida com o regime militar, Rígido, rigoroso e severo, não admite oposição e, quando confrontado, tem tendência a ser violento no uso das palavras. Apesar de organizado, a inflexibilidade e rigidez das suas normas são frequentemente um obstáculo à evolução e à mudança.


3. O Inconstante. Diferentes critérios de acordo com  as pessoas, diferentes opiniões de acordo com os dias, o chefe inconstante é, normalmente, uma pessoa difícil de se lidar. Normalmente, é também indeciso e inseguro, e as suas dúvidas levam a sucessivas alterações e decisões de ultimo minuto que podem pôr em desgraça o trabalho de toda a equipe.


4. O “Amigo” . “Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque”, é uma expressão portuguesas mas bem conhecida de todos e que alguns tendem a esquecer. Muitas vezes, a proximidade é a forma encontrada para o seu chefe se manter a par de todos os boatos e mexericos, e saber tudo o que se passa dentro e fora da empresa. Apesar de aparentemente agradável, esta proximidade pode ser muito prejudicial e, para evitar dissabores, o melhor é manter sempre bem demarcada esta barreira entre a relação profissional e pessoal.


5. O preguiçoso. Chega sempre depois da hora e, normalmente, opta por uma hora de almoço prolongada, aparecendo só para marcar presença ao final do dia. Mesmo quando na empresa, é raro vê-lo a fazer alguma coisa além do “mandar fazer”. Não sabe trabalhar com prazos e qualquer projeto em que se envolve, o mesmo está destinado ao fracasso.


6. O ausente.
 Normalmente, assume o cargo por uma questão de prestigio, por imposição ou mesmo laços familiares com a direção, sem ter qualquer interesse real no negócio ou projeto que lhe é entregue. Acaba por não ter grande interferência direta no dia-a-dia da empresa, e só assume formalmente o cargo, deixando todo o trabalho delegado para a sua equipe. Regra geral, se a empresa já tem uma atividade estável e um ritmo equilibrado, as consequências desta falta de chefia não são significantes para os resultados finais. No entanto, a falta de uma figura que dirija a equipe e, consequentemente, a apoie e oriente, pode dar lugar a conflitos internos e muita insatisfação e confusão.


7. O perseguidor. Com alguns toques de perversidade, ou mesmo sadismo, o perseguidor não dá tréguas quando escolhe uma vitima a quem pretende destruir toda a autoconfiança. E o que começa com algumas criticas subtis ao seu trabalho e/ou comportamento, chega muitas vezes a atingir níveis absurdos de humilhação pública. Se for uma das suas vitimas, o melhor é nem sequer perder tempo em enfrentá-lo, porque dificilmente conseguirá vence-lo.


8. O Ansioso. Em permanente stress, o chefe ansioso não consegue controlar os seus receios de fracasso. Tem tendência a dramatizar cada pequeno obstáculo e a imaginar conspirações e intrigas contra si. Desconfiado e impaciente, dificilmente consegue ser um bom chefe e liderar uma equipe de forma produtiva. A melhor forma de reduzir a sua ansiedade, é tentar mantê-lo permanentemente informado sobre o que você está fazendo.
9. O “Sabe Tudo” . Nunca tem dúvidas e raramente se engana, e considera que tem a chave de todo o poder e razão. Apesar de ser geralmente, uma pessoa competente e inteligente, esta prepotência é uma forma de esconder a sua insegurança. Por acreditar que só ele tem a capacidade para desempenhar as suas funções, é muito autoritário e tem grandes dificuldades em delegar competências o que facilmente origina desmotivação em toda a sua  equipe.


10. O Pessimista. Tem sempre a visão mais negativa das coisas e as piores perspectivas sobre o que pode acontecer. Normalmente, o seu pessimismo dificulta a sua capacidade de decisão, e prefere esperar até que uma solução se imponha do que fazer uma escolha e aceitar as respectivas consequências. A melhor forma de lidar com ele, é ter cuidado para não deixar que o pessimismo se alastre a toda a equipa e, pouco a pouco, ajudá-lo a ver o lado positivo de cada situação, fortalecendo a sua confiança para a tomada de decisões.



OS PIORES TIPOS DE CHEFES

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Uma exigência esquecida na maioria das vezes o Laudo de Conformidade

Radiação


Há muitos anos que a exposição do ser humano a radiações eletromagnéticas vem preocupando as autoridades no assunto. Quem nunca ouviu falar que os pilotos de avião que possuíam radar meteorológico, depois de uma exposição prolongada a estas radiações ficavam estéreis?



Pois bem, o assunto é muito mais complexo do que apenas isto. A tecnologia tem procurado resolver inúmeros problemas do dia a dia, mas a pressa e a ganância financeira, na maioria das vezes deixam a saúde pública em segundo plano. Querem outro exemplo? Nas lojas dos Shoppings existe um sensor na porta das lojas, que caso um cliente desavisado queira sair com alguma mercadoria que não foi retirado um chip, dispara um alarme, impedindo os pequenos furtos, causa de grandes prejuízos. Esses sensores, na prática, também estão sujeitos à fiscalização e a licenças, pois emitem sinais de radiofreqüência e necessitam do citado Relatório de Conformidade. Só que a Agencia Nacional de Telecomunicações nunca fiscalizou. Sabem porque? Porque isto não dá ibope, e eventuais multas não impediriam a loja de continuar funcionando. É muito mais rentável fiscalizar e multar emissoras de rádio e televisão, pois caso não paguem as absurdas multas aplicadas, não terão renovadas as suas licenças de funcionamento. Mas voltando ao Relatório de Conformidade, em dois de julho de dois mil e dois, foi editada a resolução 303, que aprovou o regulamento sobre limitações da exposições a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos na faixa de frequência entre 9Khz e e 300Ghz. Tal regulamento, visava estabelecer os limites para as exposições humanas a campos eletromagnéticos bem como definir métodos de avaliações e procedimentos a serem observados por estações de radiocomunicações. Mas como tudo neste país é deixado para a última hora, até hoje, decorridos dez anos da edição da norma, são inúmeras as estações que desconhecem a obrigatoriedade deste relatório, o que tem deixado a Anatel felicíssima com a aplicação de multas nos desatentos.


Todas as emissoras de radiodifusão, sejam comerciais, educativas ou comunitárias, Ondas Médias, Frequencia Modulada ou Televisão, serviços auxiliares de qualquer natureza, todos indistintamente estão obrigados a manter em local de fácil acesso pelos fiscais, o propalado Relatório de Conformidade, que nada mais é do que um estudo, um levantamento técnico fornecido por engenheiro habilitado, de que aquele aparelho eletrônico utilizado pela emissora está dentro dos limites máximos de exposição humana a campos eletromagnéticos.  Quem não tem a disposição o Laudo de Conformidade no momento da fiscalização, será autuado e a multa tem valor muitíssimo superior ao valor cobrado pelo Laudo. As emissoras que possuem Linck, precisam do relatório do Transmissor e do Receptor. Ainda de acordo com a norma, por ocasião da renovação da concessão é necessário além do laudo do transmissor, um novo relatório de conformidade. Qualquer dúvida estamos ao inteiro dispor dos interessados.



Uma exigência esquecida na maioria das vezes o Laudo de Conformidade

Uma exigência esquecida na maioria das vezes o Laudo de Conformidade

Há muitos anos que a exposição do ser humano a radiações eletromagnéticas vem preocupando as autoridades no assunto. Quem nunca ouviu falar que os pilotos de avião que possuíam radar meteorológico, depois de uma exposição prolongada a estas radiações ficavam estéreis?



Pois bem, o assunto é muito mais complexo do que apenas isto. A tecnologia tem procurado resolver inúmeros problemas do dia a dia, mas a pressa e a ganância financeira, na maioria das vezes deixam a saúde pública em segundo plano. Querem outro exemplo? Nas lojas dos Shoppings existe um sensor na porta das lojas, que caso um cliente desavisado queira sair com alguma mercadoria que não foi retirado um chip, dispara um alarme, impedindo os pequenos furtos, causa de grandes prejuízos. Esses sensores, na prática, também estão sujeitos à fiscalização e a licenças, pois emitem sinais de radiofreqüência e necessitam do citado Relatório de Conformidade. Só que a Agencia Nacional de Telecomunicações nunca fiscalizou. Sabem porque? Porque isto não dá ibope, e eventuais multas não impediriam a loja de continuar funcionando. É muito mais rentável fiscalizar e multar emissoras de rádio e televisão, pois caso não paguem as absurdas multas aplicadas, não terão renovadas as suas licenças de funcionamento. Mas voltando ao Relatório de Conformidade, em dois de julho de dois mil e dois, foi editada a resolução 303, que aprovou o regulamento sobre limitações da exposições a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos na faixa de frequência entre 9Khz e e 300Ghz. Tal regulamento, visava estabelecer os limites para as exposições humanas a campos eletromagnéticos bem como definir métodos de avaliações e procedimentos a serem observados por estações de radiocomunicações. Mas como tudo neste país é deixado para a última hora, até hoje, decorridos dez anos da edição da norma, são inúmeras as estações que desconhecem a obrigatoriedade deste relatório, o que tem deixado a Anatel felicíssima com a aplicação de multas nos desatentos.


Todas as emissoras de radiodifusão, sejam comerciais, educativas ou comunitárias, Ondas Médias, Frequencia Modulada ou Televisão, serviços auxiliares de qualquer natureza, todos indistintamente estão obrigados a manter em local de fácil acesso pelos fiscais, o propalado Relatório de Conformidade, que nada mais é do que um estudo, um levantamento técnico fornecido por engenheiro habilitado, de que aquele aparelho eletrônico utilizado pela emissora está dentro dos limites máximos de exposição humana a campos eletromagnéticos.  Quem não tem a disposição o Laudo de Conformidade no momento da fiscalização, será autuado e a multa tem valor muitíssimo superior ao valor cobrado pelo Laudo. As emissoras que possuem Linck, precisam do relatório do Transmissor e do Receptor. Ainda de acordo com a norma, por ocasião da renovação da concessão é necessário além do laudo do transmissor, um novo relatório de conformidade. Qualquer dúvida estamos ao inteiro dispor dos interessados.



Uma exigência esquecida na maioria das vezes o Laudo de Conformidade

terça-feira, 2 de abril de 2013

PUBLICADO EDITAL 04/2013

adencon (1)


 


O ministério das Comunicações publicou hoje dia 02/04, o Edital n.º 4 de 2013, que deveria ter sido publicado na última quinzena do mês de Março. Mesmo com o atraso de alguns dias o Edital não trouxe nenhuma novidade. O prazo aos interessados em participar do edital é de 60 (sessenta) dias, mas muito cuidado. A incompetência de estagiários e funcionários, bem como o corporativismo do Ministério das Comunicações, têm indeferido processos por intempestividade mesmo com juntada de provas como AR atestando que a documentação fora postada com até 5 (cinco) dias de antecedência do final do prazo. Por isso temos instruído nossos amigos e clientes a postarem a documentação o quanto antes para evitarem dissabores.


As cidades contempladas no Edital n.º 4 de 2013 foram as seguintes: No estado do Amazonas as cidades de Nova Olinda do Norte e Parintins. No estado da Bahia, Condeúba, Ituaçú, Juazeiro, Porto Seguro, Seabra e Sebastião Laranjeiras. No estado do Ceará, Cariré, Graça, Orós, Quixelo, São Benedito, Várzea Alegre e Aracruz. No estado do Maranhão apenas a cidade de Caxias. Para o estado de Minas Gerais as cidades foram as seguintes: Almenara, Aracuai, Guiricema, Jeceaba, Leopoldina, Mata Verde, Ribeirão das Neves, Uberlândia e Varginha. No estado do Mato Grosso do Sul, Rio Brilhante e Sidrolândia. No estado do Mato Grosso apenas a cidade de Marcelândia. No estado do Pará, Ananindeua, Aveiro, Breves, Limoeiro do Ajuru e Marapanim.  No estado da Paraíba somente as cidades de  Sapé e Souza. Para o estado de Pernambuco as cidades foram as seguintes: Inajá, Paulista e Vitoria de Santo Antão. No estado do Paraná as cidades de Balsa Nova, Cantagalo e Iporã. No estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Porciúncula, distrito de Santa Cruz no município de Santo Antonio de Pádua e Volta Redonda. Para o Rio Grande do Norte apenas a cidade de Upanema. Para o estado do Rio Grande do Sul, bento Gonçalves, Capão da Canoa,  Capela de Santana, Frederico Westphalen, Ibiacá, Morro Redondo, Novo Hamburgo e Passo Fundo. Em Santa Catarina apenas Fraiburgo e Porto União. E finalizando, no estado de São Paulo as cidades de Batatais, Limeira, Presidente Prudente e São José do Rio Preto.


Aos interessados que necessitarem de auxílio estamos ao vosso dispor, e a todos muito boa sorte.



PUBLICADO EDITAL 04/2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A MOTIVAÇÃO E O SERVIÇO PÚBLICO

Profissionais Capacitados


 


A missão básica de qualquer organização, e principalmente das organizações públicas, é o pleno  atendimento à sociedade onde ela está inserida. Neste sentido, a qualidade torna-se um fator importante para as organizações. A busca por elevar a qualidade e a produtividade nas organizações e com a constatação de que as habilidades, capacidades e conhecimentos das pessoas são úteis à execução das tarefas, não se pode prescindir do estudo do homem no contexto de seu trabalho, principalmente nas organizações voltadas para a produção de serviços que visam o bem-estar social.



A maneira como os empregados são tratados na organização onde trabalham, os tipos de normas e valores, os tipos de autoridade, o tipo de poder exercido, tudo isto tem influência nas ações e nos motivos que os levam a agir. Durante décadas, o administrador público limitou-se a lidar com processos burocráticos, normalmente rotineiros e limitados. Para executar suas tarefas, bastava ao profissional conhecer as regras e as leis. Atualmente, a função está recebendo novas atribuições. O Governo brasileiro vive em constante processo de mudanças, reconhecendo que a administração pública ainda tem muito de cartorial e burocrática, em que pese o grande esforço dos governantes para avançar em sentido contrário, já que a modernização é medida que se impõem no Estado contemporâneo.


Na opinião de Main (1994) apud Ferreira (1999), o governo normalmente, não tem como avaliar seu desempenho e quando os parâmetros de avaliação são incorretos, os incentivos são incorretos. A escassez e a baixa qualidade dos serviços que são oferecidos à população fazem com que, a mesma revolte-se com o único representante deste setor com o qual mantém contato direto, ou seja, o servidor. Para Chahad (1993, p.17): Os funcionários públicos são um grupo transparente, que acaba sendo penalizado pelos males estruturais das finanças e dos conceitos administrativos ultrapassados, ainda que delas sejam apenas uma parte. A isso se associa o quadro de desigualdades e a forte dose de corporativismo existente em determinados segmentos do funcionalismo público. Assim os servidores públicos com os quais os clientes-cidadãos interagem, exercem importante papel na percepção que o cliente terá da qualidade do serviço. Dos servidores públicos dependerá a satisfação dos clientes.


Evidentemente, o homem é o elemento chave no processo de gestão da Qualidade: da motivação e do comprometimento das pessoas vai depender o sucesso da sua aplicação prática (ESTEFANO, 1996). Buscar o envolvimento de todos os servidores, independentemente de nível, cargo ou função, com a melhoria do serviço público, o aperfeiçoamento contínuo e a satisfação do cliente é fundamental na atualidade. Da mesma forma, é preciso valorizar o servidor por meio da capacitação permanente, boa remuneração, bom ambiente de trabalho e proporcionar oportunidade de desenvolvimento de suas potencialidades. Uma Administração Pública moderna a serviço das pessoas exige novas formas de gestão e de mobilização dos funcionários, mais objetividade, mais igualdade, melhor serviço, menos burocracia, mais inovação e criatividade.


Constata-se, portanto, a relevância de se desenvolverem conceitos e metodologias adequados para as empresas prestadoras de serviços e principalmente para empresas prestadoras de serviços do setor público, com a mesma ênfase que tem sido dada às empresas industriais e comerciais, visando a adaptação ao novo cenário mundial e para não se correr o risco de se ter uma atividade em visível crescimento, mas vulnerável ao mercado (GIANESI; CORRÊA 1994:13, apud ESTEFANO, 1996). A evolução no setor de tecnologia da informação e internet possibilitaram a criação de governos eletrônicos, elucidando novas maneiras de debater e decidir estratégias, fazer transações, ouvir as demandas das comunidades e de organizar e divulgar informações de interesse público. O objetivo dessa inovação é fortalecer as relações dos governos e torná-los mais efetivos, aumentando a transparência, a responsabilidade e a administração de recursos. Lemos (2004) defende que o governo eletrônico objetiva regenerar o espaço público, otimizar os serviços prestados à população e estimular a interação e discussão dos problemas locais. Caminhar em direção oposta é caminhar em direção ao abismo. É uma questão de opção.


 


Por: Ligia Maria Fonseca Affonso, Henrique Martins Rocha, Juliana Dell`Agnelo, Guilherme Julio da Silva e Ivan Alves.



A MOTIVAÇÃO E O SERVIÇO PÚBLICO

quinta-feira, 21 de março de 2013

MELHORIA DA QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO

funcpublico


 


Apesar dos conceitos e técnicas da qualidade terem surgido e evoluído em épocas distintas, no setor público muito pouco material foi produzido. Somente no início da década de 90, em função do desnivelamento dos parâmetros de produtividade entre as empresas privadas e públicas, houve certa preocupação em desenvolver literatura aplicável à gestão pública. A difusão dos conceitos da Qualidade no Brasil iniciou-se com o lançamento do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade – PBPQ – em 1990.



Para Gomes (1997: 52), a Gestão da Qualidade Total no setor público “pode ser vista como um amplo processo de mudança cultural cujo principal objetivo é modificar as relações institucionais, transformando chefes e subordinados em parceiros que busquem atingir as metas da organização.” Assim, na administração pública os governantes optam pela GQT (gestão da Qualidade Total), com o objetivo de:



    • melhorar o atendimento ao usuário e, ao mesmo tempo, diminuir a pressão dos gastos públicos sobre a economia, conseguindo uma máquina administrativa mais enxuta e flexível;

    • alcançar níveis de excelência através da motivação do funcionalismo, que passa a se sentir valorizado pela função que ocupa;

    • melhorar a imagem institucional perante a sociedade, que fatalmente considerará a mudança na prestação dos serviços.


Em 1996 o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado – MARE – elaborou o Programa da Qualidade e Participação na Administração Pública baseado no PBQP, concebido como instrumento básico da modernização da gestão pública. Para o MARE, “a modernização da gestão pública será um processo contínuo, desenvolvido sob a orientação dos princípios da Qualidade, interpretados e aplicados sob a ótica da Administração Pública.”


O MARE propõe uma metodologia básica de implantação que envolve uma sensibilização inicial, a realização do planejamento estratégico e do planejamento da qualidade, a execução, que é o momento de transformar objetivos em resultados, e um sistema de auditorias para verificação do cumprimento do planejado.


A qualidade se apresenta como condição para a permanência das empresas no mercado; da mesma forma, o setor público, como prestador de serviços à sociedade, tem por obrigação melhorar o seu desempenho por meio da Qualidade. Percebe-se o esforço do governo, porém sabe-se que para mudar a Qualidade é necessária uma transformação na cultura organizacional das instituições públicas, a fim de possibilitar mudança de comportamentos e atitudes. E isso só é possível através de treinamento constante e muito comprometimento por parte dos líderes que comandam estas instituições.


A questão dos salários também precisa ser repensada: há uma diferença muito grande entre a remuneração nos diversos órgãos. Problema que se acentua nos estados e municípios onde o valor pago é, quase sempre, muito baixo, o que colabora para a desmotivação dos servidores e para a alta rotatividade. A desmotivação tem como alicerce as diferenças brutais entre os salários dos servidores de carreira e os chamados cargos de confiança, que se não forem atraentes, a administração pública corre o risco de não gerar interesse por parte de pessoas mais bem qualificadas e preparadas para o cargo, o que gera um sentimento de incerteza e desmotivação internamente.


A solução para esse entrave passa pela organização das carreiras de estado com transparência quanto aos critérios usados para a promoção, progressão e punição de servidores. É preciso ainda implantar uma política de metas com valorização do esforço individual e do trabalho em equipe.


A administração pública também deve promover a capacitação dos servidores. Uma das alternativas sugeridas é a multiplicação de escolas de governos e parcerias com instituições educacionais.


Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal



MELHORIA DA QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO

quinta-feira, 14 de março de 2013

UMA VISÃO GLOBAL DAS CARÊNCIAS DO SERVIÇO PÚBLICO

dinheiro publico


Não é de hoje que o serviço público no Brasil gera insatisfação e desconfiança por parte dos brasileiros. Filas para atendimentos, descasos de servidores, corrupção, obras inacabadas e consequentemente dinheiro público jogado no lixo e tantas outras mazelas, contribuíram para colocar o Brasil em situação de destaque num estudo desenvolvido pelo instituto IMD. O órgão conseguiu traduzir em números um fato que os brasileiros conhecem por experiência própria. Ao analisar governos de 59 países (entre ricos e emergentes), chegou-se à conclusão de que os serviços públicos do Brasil estão mal. Classificou a eficiência da gestão pública nacional em 55.º lugar. Ou seja: o país fica em quinto lugar no ranking dos piores serviços governamentais analisados, à frente apenas de Grécia (56.º), Argentina (57.º), Ucrânia (58.º) e Venezuela (59.º). O melhor governo para sua população é de Hong Kong, seguido de Cingapura e Suíça.



Especialistas dizem que o resultado reflete décadas de uma cultura de governo pouco produtiva. Os problemas são vários. Três deles são os mais citados: os gestores públicos nacionais estariam acostumados a tratar o dinheiro público como se fosse um recurso sem fim, sem se preocupar em economizar; a indicação política dos cargos impede que a burocracia se profissionalize; e os salários oferecidos nem sempre atraem os profissionais mais competentes.


“Os conceitos usados pelos gestores no Brasil são ultrapassados”, diz o professor Denis Alcides Rezende, do doutorado em Gestão Urbana da PUCPR. Segundo ele, muitas vezes a burocracia conta apenas números, mas não a eficácia do atendimento à população. “Não adianta, por exemplo, num posto de saúde, atender um número enorme de pessoas mas não resolver o problema de quase ninguém.”


Rezende afirma que em outros países, como Espanha e Finlândia, a avaliação dos serviços públicos é feita com base na resolução de problemas. “Na verdade, tudo que funciona na iniciativa privada pode, de algum jeito, ser adaptado para o serviço público”, opina ele.


Os postos de saúde são usados pelo professor Marcus Vinícius David, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para ilustrar o problema dos salários incompatíveis com um bom serviço. “Médicos ganham muito mais na iniciativa privada do que no serviço público, como regra. Se você paga mal, o sujeito só finge que trabalha.”


É exatamente neste nicho que atua a Adencon Consultoria, buscando adaptar no serviço público as experiências que estão dando certo e impulsionando a iniciativa privada.  No nosso entendimento, a falta de concorrência interna é um fator preponderante para desanimar o servidor, que desmotivado, faz exatamente o que determina a sua função, sem se preocupar em surpreender, em inovar, em ir além. Esse comprometimento, existente na iniciativa privada, é o responsável pela eficiência do serviço e o alcance de metas estipuladas, o que gera consequentemente, o lucro das empresas. No serviço público o resultado é um serviço de qualidade e economia para os municípios.



UMA VISÃO GLOBAL DAS CARÊNCIAS DO SERVIÇO PÚBLICO